sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NASCEMOS PRA VOAR

Assistindo ontem Gabriela, em uma cena, ela admitiu para o Nacib que soltou o passarinho porque ele tinha asas portanto deveria voar, e em outra cena afirmou que "gente deveria também voar". Concordo. Temos que voar ,e alto muitas vezes, e só pousar quando realmente sentirmos essa necessidade. Nos cobram lealdade e fidelidade, mas como podemos ser assim com os outros se não pudermos ser leais e fieis ao que somos? Não estou falando no mantra" eu nasci assim, vou ser sempre assim... " mas a natureza pode até se adaptar, mas ela sempre vai estar lá. Pode ser mitigada, velada, mas sempre vai estar lá. Respeitar sua propria natureza , nao se violar por ninguem ou nada é a maior prova de amor proprio que se pode ter. Implico com quem fala "encontrei minha cara metade, a metade da minha laranja", eu não quero ser metade de nada, nem de fruta, nem de comida, nem de ninguem,e nem quero que alguem vá ser minha metade em nada, quero ser inteira e ver o outro como um ser inteiro , respeitar e ser respeitada por isso. Logico não quero ser intransigente e não abrir mao de uma ou outra coisa, mas não quero que violem a minha liberdade de ser quem eu sou. Não são as relações humanas que nos aprisionam. Nos poem em grades as pessoas inseguras, que criam mecanismos para nos fechar entre cadeados e, muitas vezes, infelizmente, conseguem nos convencer que este é o caminho mais seguro. Como disse o personagem do Nacib :"o passaro deveria estar feliz, ele tinha comida todo dia, tinha casa, agora solto, ele não tem a certeza que ira se alimentar todos os dias". E quem disse que é so disso que precisamos hein nacib? Viver é isso, é voar ao desconhecido, com a liberdade de escolha, inclusive a liberdade de escolher se trancafiar em alguma prisao. Lembrei da frase de um filme que amo: “Sei que alguns pássaros não podem viver numa gaiola. Suas penas brilham demais. E, quando eles voam, você fica contente, porque sabia que era um pecado prendê-los.” — Um Sonho de Liberdade

Um comentário:

  1. Gabriela deixava claro o embate entre autenticidade e hipocrisia...

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